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História
A Crispim - revista de crítica e criação literária surgiu por volta de 1998 por iniciativa de alunos do curso de graduação em Letras da UFPE. Desde então, seu corpo editorial mudou várias vezes, tendo sido integrado inclusive por estudantes de outras áreas, como Filosofia e Artes Plásticas. Antes de contar com o formato atual, a circulação da revista se restringia aos corredores da universidade, apesar dos desejos de estender suas discussões ao público não universitário. A tão esperada ampliação de seu alcance só foi possível com o apoio concedido pela Editora Universitária da UFPE, que, por ocasião de seus 50 anos, resolveu doar a impressão do novo número. Foi então que 50 páginas de criação e 50 páginas de crítica, além de um projeto gráfico mais atraente, vieram substituir as 10 fotocópias grampeadas dos três primeiros números.
Um desafio como proposta
Quanto à proposta, no entanto, a Crispim mantém-se a mesma. Embora surgida na universidade, não é uma revista acadêmica: seu rigor e sua clareza, livres das diretrizes que regem os artigos científicos, são ora os que a técnica literária proporciona — nos poemas, contos e traduções que veicula —, ora os que a inteligência mais livre do ensaio põe em ação. E é exatamente da confluência dessas duas frentes — a divulgação da literatura e a reflexão sobre ela — que a revista pretende derivar sua voz própria: uma voz que una a pertinência em relação ao tempo presente e a clareza de fundamentos, argumentos e objetivos — duas características do bom ensaísmo — à fecundidade e à responsabilidade técnica de toda boa arte.
Uma iniciativa aberta a colaborações
A revista está aberta a colaborações. Qualquer pessoa nos pode enviar poemas, contos, traduções ou ensaios, todos sempre bem-vindos. A cada edição — a revista é semestral —, um corpo editorial independente seleciona para publicação o material mais adequado à proposta. Um dos objetivos principais da iniciativa é exatamente o de, ao lado de nomes clássicos da literatura e de uma produção própria, fazer figurar nomes novos ainda privados da atenção que merecem. |
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